Sempre Solteiro | Quatro paises, onze cidades, trinta e dois dias

23 de set de 2011

às 04:19



Quatro paises, onze cidades, trinta e dois dias
Por Ricardo Locatelli

Era para ser uma belíssima viagem, cidades lotadas de história, de cultura, grandes e exóticos centros da europa. E foi, uma belíssima viagem. Mas também foi mais que isso.

Eu tenho, assim como todo mundo tem, aquela amiga, que lê cartas. Lê e prevê uma série de coisas, de mudanças, enfim. Como eu estava trocando de empresa, fui lá e pedi: Mostra o jogo amiga! Coloca as cartas na mesa. E ela disse: Vejo avião, e vejo aliança.Sei. A previsão padrão, um avião vai entrar na sua vida, e serão felizes para sempre. Sei.

A Europa é fantástica, é o berço dos ancestrais de muitos de nós brasileiros, mesmo americanizados como nós somos. Amo a Europa. E a viagem transcorreu muito bem, a tal troca de empresa foi bem sucedida, a viagem terminou, e eu não tinha voltado noivo. Bem, nem poderia, na época eu já tinha namorada no Brasil. Mas foi lá mesmo, que tudo começou. Foi lá mesmo que minha vida começou a mudar. Resolveu crescer, evoluir, e se multiplicar. No aeroporto de Madri, a primeira troca de olhares. No de Milão, a segunda. A personagem era quieta, quase muda. Mas a amiga dela não. Então voamos, até Porto Alegre de conversa, no banco da frente da personagem, tendo um ótimo papo com a super querida amiga dela.

Já no Salgado Filho, fim da jornada, uma foto, do trio. Meses passam, namoros terminam, conversas acontecem, e quase um ano depois, a profecia se realiza. Do avião, a aliança ainda não veio. Naquele momento. Por que os anos passaram, a maturidade do relacionamento cresceu, e então, “ring, ring.”



Agora faltam menos de 15 dias. A contagem regressiva já deixou de ser mensal, está em dias, e quase se preparando para ser em horas. As vezes penso que queria ter nascido no futuro. Mas então me pego gostando das coisas que quase são consideradas... Do passado. Boa parte da minha turma realmente casou. Mas grande parte casou sem casar. Sabe o tal relacionamento estável? Tá na moda, eu sei. Mas nesse caso prefiro viver a modaantiga. Bem tradicional, mesmo. Noiva nervosa com o vestido, ansiosa com a entrega dos convites, noivo mais preocupado com a lua de mel e o ninho dos pássaros, enfim. Aquele ritual. Eu eu gosto mesmo do ritual.

Aí, faltando 10, faço a conta. Ops, só tenho mais um final de semana antes de estar casado. Paro, penso, procuro a sensação. Aquela, que todos dizem, o tal frio na barriga, o pânico, o desespero de amarrar o bode definitivamente. Procuro, mas não acho.Será que amadureci? Só posso concluir que sim. Rompi a barreira da Idade de Cristo, e já faz um ano. Sempre foi a piada interna, minha comigo mesmo, que iria para o altar com 33. Quase foi. Ia ser. Mas o apartamento só ficaria pronto depois, então... Ih, saí falando e esqueci da sensação. Desculpa, fugi do assunto, eu sei. Mas é que... Sério, eu não achei! Nem medo, nem pânico, nem frio na barriga. Acho que eu mesmo posso dizer, porque todos meus amigos, e amigas, vão dizer: Quem te viu, quem te vê.

E o casamento vem aí, lá, lá, lá, lá, lá, lá!

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7 comentários:

  1. Adorei.... viu, nunca duvide!!! As vezes demora, mas acontece!!! Hehehehe,... Bjao!

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  2. Simples, maduro e ao mesmo tempo tão romântico, talvez pelo fato de ter compartilhado essa alegria!!! Parabéns!!

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  3. ADOREI!!! Baita texto, lindamente escrito e muito legal a história!!! Parabéns e tdo de bom no casório!!!

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  4. Que texto lindo! Me emocionei!

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  5. Thiana Paludo Felippe26 de setembro de 2011 17:20

    Quero ver a primeira foto... a do trio!!!!
    amei o texto, divertido, criativo, bem escrito...

    Agora é esperar pelo relato do casório!!!

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  6. Ele é demais!!!

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